24 de Maio de 2018

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Pronunciamentos na tribuna nesta quarta-feira

Confira o resumo dos pronunciamentos durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quarta-feira (23). A íntegra das manifestações dos deputados e deputadas pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo , em áudios das sessões. Valdeci Oliveira (PT) chamou a atenção sobre o grave problema de saúde pública que atinge a Região Central do Estado, em particular Santa Maria. Hoje, a cidade registra 352 casos de toxoplasmose, um dos maiores surtos do Estado, do país e do mundo. Há outros 198 pacientes em investigação, o que ampliará esses números, que acumulam também duas mortes de fetos e um aborto atestados como decorrência do surto. São 27 gestantes infectadas e a orientação das autoridades sanitárias às mulheres é que evitem engravidar neste período. “O quadro é grave e persiste o mistério sobre os fatos que geraram o surto”, destacou o deputado, “pelas informações, a propagação teve início em janeiro deste ano mas em abril, quando a notícia alarmou a população, as autoridades locais foram a público confirmar”. A origem do problema pode estar no consumo de algum alimento ou contaminação da água. O parlamentar, como representante da região, propôs a abertura de uma Comissão de Representação Externa da Assembleia para acompanhar de perto o enfrentamento do problema, “cobrar de maneira adequada e firme a tomada de providências e soluções pelas autoridades locais estaduais ou nacionais”. Hoje o tema foi debatido na Comissão de Saúde e Meio Ambiente, que só não foi até o secretário, porque o mesmo se encontra em Brasília e a coordenadora da Vigilância Sanitária está em deslocamento para Santa Maria. A comissão está encaminhando documento à secretaria pedindo informações. Ele também reclamou que o Hospital Regional, fechado há 610 dias depois de pronto, continua desativado e poderia estar contribuindo neste momento dramática da saúde pública de Santa Maria. Silvana Covatti (PP) destacou da tribuna as comemorações de 50 anos da construção da ponte Valdomiro Bocchese, no dia 2 de junho, em Antônio Prado. A obra liga o município a Flores da Cunha, na localidade de Passo Zeferino, sobre o Rio das Antas, responsável por impulsionar o desenvolvimento da microrregião da serra. A ponte recebeu o nome do líder político Valdomiro Bocchese, vereador por duas gestões, vice-prefeito e prefeito, e teve influente participação na construção da ponte na década de 1960. “Registro da tribuna e desejo ainda mais sucesso aos municípios que ali ligam Antônio Prado com toda a região da Serra gaúcha, que tem como pilar seu desenvolvimento há meio século”, disse ela. Aloísio Classmann (PTB), em nome da bancada do PTB, manifestou apoio e solidariedade aos caminhoneiros do Brasil, especialmente da região Noroeste do Rio Grande do Sul. Comentou que no país vizinho, no Paraguai, onde tem familiares, o litro de diesel da Petrobras R$ custa 2,50, e o litro de gasolina, R$ 2,70. “Aqui no Brasil chegou nos patamares de R$ 5,00 o litro de gasolina e o absurdo do litro do diesel a quase R$ 4,00”, desabafou. Comentou, ainda, que o litro de leite que recebe o produtor está a R$ 1,20; o litro de água, R$ 2,50; o litro de gasolina, R$ 5,00. “É um absurdo”, assegurou, empenhando solidariedade aos caminhoneiros que “não suportam mais as dificuldades que estão passando neste momento”. Falou, também, das dificuldades desses profissionais em arcar com seus compromissos, como aqueles que renovaram a frota de caminhões e agora têm dificuldades para honrar suas dívidas. “A inflação de 2017 faltou um dígito para atingir 3% ao ano e o preço da gasolina num mês e pouco aumento 11 vezes”, continuou o deputado, reclamando das ações que conduziram a Petrobras a esta realidade. “Foi assaltada, houve roubalheira, ação criminosa, assaltaram o povo brasileiro, onde desviaram milhões e milhões e agora o governo quer recuperar a empresa em cima do produtor, do agronegócio, responsável pela produção de alimentos”, reafirmando apoio ao movimento, “tem que parar este país, as consequências estão chegando”, ponderando que de nada adianta o governo anunciar a redução da CIDE, “o problema está no PIS-PASEP e no Cofins, governo tem que abrir mão dessa arrecadação e ir ao encontro do setor produtivo”, defendeu. Ele disse que se o governo não interferir rapidamente, “o Brasil poderá chegar ao caos porque a classe dos caminhoneiros está organizada e unida e tem apoio do país”. Ronaldo Santini (PTB) também falou sobre a paralisação dos caminhoneiros e classificou como comédia a ação anunciada pelo governo federal, de zerar a incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e reonerar a folha de pagamentos. Segundo Santini, com a desoneração proposta, o preço do diesel para o consumidor cairá apenas R$ 0,05. “Eu pergunto: quem vai arcar com essa conta? Vocês acham que vamos pagar essa conta?”, questionou. Exigiu que o governo federal pare de brincar com o povo brasileiro, pois todos estão sendo prejudicados com esse impasse. Enio Bacci (PDT) defendeu que se tenha uma política diferenciada para o diesel, que é importante não só para o transporte da produção nacional, mas também pelo transporte humano. “Certamente o aumento indiscriminado do diesel via impactar no preço da passagem de ônibus”, avaliou. Informou que já está faltando combustível no Rio de Janeiro e também em alguns lugares no RS e que, em breve, irá faltar alimentos também. Disse que a paralisação dos caminhoneiros possibilitou que se pressione o governo para uma política justa para o diesel. Defendeu ainda que a medida anunciada pelo governo não resolverá o problema e que Temer deve negociar com os caminhoneiros e não com a Câmara de Deputados ou o Senado. Sérgio Turra (PP) disse que estamos à beira do caos, referindo-se aos sucessivos aumentos do diesel, lembrando que, desde julho de 2017, o combustível teve seu preço aumentado em 56%, enquanto a inflação foi de 3%. Criticou a alta carga tributária brasileira, lembrando que o maior imposto que incide sobre o diesel, o ICMS, corresponde a 29% do preço ao consumidor no RS. Criticou, ainda, o aumento da alíquota no imposto no estado, o que coloca o RS em uma situação ainda mais grave. Disse apoiar a manifestação dos caminhoneiros, mas que é preciso paralisar Brasília. “Precisamos parar urgente Brasília e não o Brasil”, finalizou. Enio Bacci (PDT) protestou contra a decisão do IPE de não disponibilizar tratamento adequado ao jovem Cássio Fernando da Silva, 25 anos, portador de uma doença degenerativa conhecida como “Neurônio Motor”. Filho do vereador Olito da Silva, de Frederico Westphalen, o jovem foi diagnosticado com a doença, que atinge as funções motoras, a fala e a deglutição, há seis anos. “Há dois anos, a família luta na Justiça para que o IPE forneça o atendimento adequado, que envolve fisioterapia, suplementos alimentares e um cuidador”, revelou o parlamentar. “Nos cabe cobrar e exigir que o IPE analise a situação e garanta o atendimento adequado. O caso deste jovem será o símbolo de que o IPE tem um plano de saúde humanizado ou um que não serve para nada”, frisou o parlamentar. Dia 6 de junho, familiares e amigos se reunirão em frente ao Fórum de Frederico Westphalen para pressionar o Poder Judiciário. “É preciso que a Justiça diga algo, já que o IPE virou as costas para este drama”, cobrou o deputado. * Colaboração de Letícia Rodrigues e Olga Arnt
23/05/2018 (00:00)
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